DIOCESE
Realidade Eclesial
 
Realidade Eclesial

O povo da Diocese de Joinville está presente em 18 municípios, sendo 6 comarcas, fortalecendo 65 paróquias que se multiplicam em quase 500 comunidades.

Nossa história religiosa se caracteriza pelo ecumenismo, profetismo, ministerialidade e comunidades eclesiais de base, sendo que hoje sobressaem os Grupos Bíblicos de Reflexão, novas pastorais, movimentos e formação de lideranças.

A diocese trabalha em prol das vocações, havendo um grande esforço na promoção da formação geral do povo, das comunidades e das lideranças.

O catolicismo situa-se mais fortemente nos bairros. Há grande necessidade de evangelização das realidades urbanas e dos meios de influencia social, cultural e empresarial.

Nossa ação pastoral, em grande medida, ainda é refém da sacramentalização e da manutenção de estruturas físicas. O relacionamento de padres, bispos e lideranças é ainda conflituosa, devido o autoritarismo e individualismo de ambos os lados. Enfraquecimento nas articulações das pastorais e movimentos.

Inibiu-se a ascensão do profetismo e ainda há muito preconceito quanto à ação transformadora e por outro lado a consciência missionária e o ecumenismo precisam despertar para o novo modelo de evangelização.

Constata-se uma volta ao clericalismo: as decisões ficam centralizadas na pessoa do padre, fruto de uma insuficiente formação tanto do clero quanto dos leigos e leigas. Resulta daí muitos desafios: falta aprofundamento na mensagem revelada e nos conteúdos da fé; confusão de crenças, superficialismo, subjetivismo, incapacidade de dar respostas às questões próprias do pluralismo cultural; o distanciamento de uma espiritualidade bíblica e eclesial, o que leva a fazer de Deus um objeto de desejos pessoais; há muita atividade pastoral, mas pouco planejamento (cf. DAESC, 40); poderíamos dizer que vise um conjunto de pastorais, mas não uma pastoral de conjunto, o que resulta numa sobrecarga de funções, para poucas lideranças. Embora considerando essa fragilidade, contamos com lideranças preparadas, porém sobrecarregadas e escassas, quanto a um efetivo comprometimento.

Mesmo reconhecendo que a maioria das ações pastorais são desenvolvidas pelas mulheres, não lhes é dada a devida valorização, sendo necessário consolidar espaços de decisões e divisão de responsabilidades: conselhos, assembleias, coordenações, planos de pastoral.

Ganha corpo a pastoral do dízimo, Conselhos, sendo invejável a estrutura física e econômica de grande parte das comunidades eclesiais. Mas há pouca abertura ao ecumenismo. Cresce o espírito e empenho missionário, santas missões populares, visitação e bênção das casas; alguns movimentos eclesiais também buscam os afastados da Igreja. Por outro lado, constitui-se uma preocupação o encolhimento das Pastorais Sociais, e as que ainda resistem estão fragilizadas em suas estruturas. Ganham espaços os movimentos eclesiais, mais voltados a práticas espiritualistas e pouco comprometidos com a dimensão social da Igreja.

Precisamos voltar à Igreja na base. Na experiência eclesial de algumas Igrejas da América Latina e do Caribe, as Comunidades Eclesiais de Base tem sido escolas que tem ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros muitos de seus mártires o testemunham com sua generosa entrega. Elas As CEB’s abraçam a experiência das primeiras comunidades, como estão descritas nos Atos dos Apóstolos (At 2, 42-47) e (DAp, 178).

 
 
 
  • Rua Jaguaruna, 147 - Centro - Joinville/SC

  • 47 3451-3700

  • midiasocial@diocesejoinville.com.br

  • Copyright © 2017 Diocese de Joinville. Todos os direitos reservados.