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Liturgia Diária
14.Abr - Domingo de Ramos
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  • 1ª Leitura
  • Salmo
  • 2ª Leitura
  • Evangelho




  • Primeira Leitura (Is 50,4-7)


    Leitura do Livro do Profeta Isaías:


    4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.


    - Palavra do Senhor.


    - Graças a Deus.







     





    Segunda Leitura (Fl 2,6-11) 

    Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:
    6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame : 'Jesus Cristo é o Senhor', para a glória de Deus Pai.


    - Palavra do Senhor.


    - Graças a Deus.







     





    Responsório (Sl 21)


    — Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
    — Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


    — Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: 'Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!'.


    — Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado.Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam!


    Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica.Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!


    — Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o toda a raça de Israel!







     





    Anúncio do Evangelho (Lucas 23,1-49)


    Narrador 1: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Lucas.


    Naquele tempo, 1toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. 2Começaram então a acusá-lo, dizendo:


    Ass.: “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei”.


    Narrador: 3Pilatos o interrogou:


    Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”


    Narrador: Jesus respondeu, declarando:


    Pres.: “Tu o dizes!”


    Narrador: 4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:


    Leitor 1: “Não encontro neste homem nenhum crime”.


    Narrador: 5Eles, porém, insistiam:


    Ass.: “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.


    Narrador: 6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:


    Leitor 1: “Este homem é galileu?”


    Narrador: 7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. 8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. 9Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.


    10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.


    13Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:


    Leitor 1: 14“Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.


    Narrador: 18Toda a multidão começou a gritar:


    Ass.: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”


    Narrador: 18Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio.20Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. 21Mas eles gritaram:


    Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”


    Narrador: 22E Pilatos falou pela terceira vez:


    Leitor 1: “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.


    Narrador: 23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25Soltou o homem que eles queriam — aquele que fora preso por revolta e homicídio — e entregou Jesus à vontade deles.


    26Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. 27Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28Jesus, porém, voltou-se e disse:


    Pres.: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! 29Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. 30Então começarão a pedir às montanhas: ‘Cai sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’ 31Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”


    Narrador: 32Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus.33Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34Jesus dizia:


    Pres.: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”


    Narrador: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. 35O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:


    Ass.: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”


    Narrador: 36Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,37e diziam:


    Ass.: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”


    Narrador: 38Acima dele havia um letreiro: 

    Leitor 2: “Este é o Rei dos Judeus”.


    Narrador: 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:


    Leitor 2: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”


    Narrador: 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo:


    Leitor 1: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”.


    Narrador: 42E acrescentou:


    Leitor 1: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.


    Narrador: 43Jesus lhe respondeu:


    Pres.: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.


    Narrador: 44Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde, 45pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio,46e Jesus deu um forte grito:


    Pres.: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.


    Narrador: Dizendo isso, expirou.


    (Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)


    Narrador: 47O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:


    Leitor 1: “De fato! Este homem era justo!”


    Narrador: 48E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito. 49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a distância, olhando essas coisas.


    — Palavra da Salvação.


    — Glória a vós, Senhor.







     

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