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12.Dez - Cristo Rei, encerramento do Ano Litúrgico e o Advento
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ANO LITÚRGICO


Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos os feitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. "Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor" (SC nº 102). Diferente do ano civil, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta última solenidade do Ano Litúrgico marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos.


O Ano Litúrgico é um tempo repleto de sentido e de simbolismo religioso, de essência pascal, marcando de maneira solene o ingresso definitivo de Deus na história humana. É o momento de Deus no tempo, o "kairós" divino na realidade do mundo criado.


 


CRISTO REI


A Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, fecha o Ano Litúrgico. Esta festa celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia a sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina. A Festa de Cristo Rei do Universo é um prêmio para todo cristão, é a forma que a Igreja encontrou para coroar todos os esforços e trabalhos das comunidades. Uma festa que é, ao mesmo tempo, de extrema nobreza e humildade.


 


DIA DO LEIGO


 


Junto com a festa de Cristo Rei, celebra-se também o Dia do Leigo. Ser leigo no mundo de hoje é um permanente desafio de vida e testemunho: como ser do mundo, sem ser do mundo, como nos conclama São Paulo! 


Leigos e leigas ocupam importantes ministérios na vida da Igreja e assumem sua vocação particular de constituir família – e aceitar com generosidade a vocação matrimonial que Deus lhes dá. Assumem a vocação de atuar profissionalmente com ética, dedicação e diferencial positivo no sentido de ser uma pessoa diferente no meio de tantas. Assumem vocação missionária, dedicando-se muitas vezes solitariamente ao outro mais necessitado. Enfim, leigos e leigas assumem o grande desafio de serem pedras vivas da Igreja, trabalhadores do reino que Cristo Rei vem implementar.


 


Advento e suas características


 


O tempo do Advento é, para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estar atentos e vigilantes, se preparando para a vinda do Senhor.


O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar.


A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria, a esperança, a pobreza e a conversão. Deus é fiel às suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa que deve, nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza.


O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando contra o pecado através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.


 


Símbolos do Advento


A coroa de advento: É feita de galhos verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas quatro grandes velas representando as quatro semanas do Advento. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo Salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também nossa fé e alegria pelo Deus que vem. O círculo não tem princípio nem fim. É sinal do amor de Deus, que é eterno, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “aliança”.


As ramas verdes: Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Os ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter a fé e a esperança apesar das tribulações da vida.


A fita vermelha: A fita e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.


As bolas: simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.


As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. À medida que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento acendendo uma a uma as quatro velas, representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.


 


As cores das velas do Advento são roxa, vermelha, rosa e verde ou também roxa escura, roxa clara, rosa e branca. Geralmente na Igreja Católica a cor das velas segue a cor das vestes litúrgicas do sacerdote, sendo assim, a cor roxa é usada no primeiro, segundo e quarto domingos do Advento simbolizando a conversão e penitência, e a cor rosa no terceiro domingo simbolizando a alegria em meio à expectativa da chegada de Jesus.


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