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29.Ago - Mais de 800 pessoas participaram da 10ª edição do Muticom em Joinville
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É a primeira vez que Santa Catarina recebeu o evento. Além de um conteúdo teórico apresentado por profissionais respeitados na área da Comunicação, o Muticom teve noites culturais, com apresentações do grupo Bolshoi do Brasil; Dionisos Teatro e Cantores de Deus.




Com o tema “Educar para Comunicação”, a décima edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação reuniu em Joinville cerca de 800 pessoas de todo o país para compreender a comunicação como instrumento do progresso humano, além de promover uma leitura crítica dos conteúdos que circulam pelas mídias. Nesse cenário, os meios digitais surgem como um desafio, como adiantou na primeira noite do evento o prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, monsenhor Dario Viganò.


Viganò foi responsável pela abertura do evento e ministrou a palestra ‘A Comunicação na Igreja na Perspectiva do Papa Francisco’. O religioso - e também comunicador - explicou que foi convidado pelo Papa Francisco para o cargo em 2015. “A secretaria de comunicação era uma necessidade antiga, mas não pôde ser implementada durante o pontificado de Bento XVI. Fui convidado para a execução do projeto, que não aconteceu da noite para o dia e seguiu um planejamento de quatro anos”, explicou. Também alertou para a necessidade de a Igreja atualizar e profissionalizar a comunicação sem perder o foco da evangelização.


Pouco antes da abertura, o monsenhor também participou de uma coletiva de imprensa na qual falou sobre mídia tradicional, as redes sociais da Santa Sé e a comunicação na Igreja, além da iniciativa brasileira de discutir o assunto. “A convergência digital pede uma educação para uma nova comunicação. Poucos são nativos digitais, por isso devemos diminuir o abismo entre os que são digitais e os que não são”, ressaltou ele.


Nas redes, o secretário de comunicação manteve uma conta no Twitter, criada ainda por Bento XVI e criou outra no Instagram. “O Papa lê todos os tuites feitos pela equipe antes da publicação”, afirma ele. Viganò tem mestrado em Jornalismo Digital e aproveitou a vinda ao Brasil para lançar a versão em português do livro “Irmãos e irmãs, boa noite – Papa Francisco e Comunicação”.


 


Palestras


Primeira palestrante a discutir o tema da Educomunicação durante o Muticom, a jornalista e doutora em Ciências de Comunicação, Irmã Helena Corazza, ressaltou a importância do assunto, principalmente no âmbito pastoral. “Modéstia parte, a comunicação é o fio de ouro que une as pastorais”, diz ela.


Corazza relembrou que na 35ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em 1997, entre os compromissos e conclusões apresentadas no documento “Igreja e Comunicação rumo ao novo milênio”, estava a criação de pelo menos uma Pascom por paróquia. “Mas é importante pensar como eu recebo as mensagens? Como eu produzo? Esse poder precisa ser compartilhado, horizontal e não de cima para baixo”, explica.


Quase que dando sequência à fala da irmã Helena Corazza, o Pe. Maurício Cruz falou sobre as novas tecnologias na Educomunicação e destacou o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil como uma importante ferramenta de construção e gestão dessa área. Mestre em comunicação e doutorando na ECA (USP) também em comunicação, o padre entende que para vivenciar a prática é preciso, primeiro, entender alguns conceitos. “Somos todos educomunicadores. Por isso precisamos ser criativos para pensar ao mesmo tempo em que executamos as atividades de comunicação. As novas mídias são parte da realidade, precisamos compreendê-las e utilizá-las nos trabalhos pastorais”, reforçou Cruz.


O jornalista Ricardo Von Dorff foi responsável por encerrar o ciclo de palestras do evento que falou sobre como educar por meio da comunicação e alertou para as notícias falsas. Repórter de rede da TV Globo em Florianópolis desde 1990, Ricardo, lembra que o papel principal do jornalista é informar. “Nossa função primária é informar e não educar, mas para fazer isso com clareza precisamos de muitos fatores e quando conseguimos, consequentemente contribuímos para a educação”, explica ele. O jornalista alertou ainda para as notícias falsas e de como elas afetam e prejudicam o processo de comunicação. “Uma solução contra esse estilo de notícias seria melhorar o jornalismo, em todas as esferas”, conclui ele.


Antes do repórter, coube ao professor Ismar de Oliveira Soares explicar o processo dialógico da comunicação e para isso usou quatro grandes nomes referências no assunto: o filósofo e pedagogo Martin Buber; o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas filósofo; o físico David Bohm e o pedagogo brasileiro Paulo Freire.


 


Atividades culturais e oficinas


Entre uma atividade e outra, os participantes tiveram a chance de conhecer algumas iniciativas culturais da cidade de Joinville. No segundo dia de evento, o grupo de teatro Dionisos - que comemora 20 anos de atuação na cidade neste ano - apresentou-se para no palco do Muticom. Através da arte do teatro, a apresentação levantou reflexões sobre a importância da comunicação no cotidiano. O encerramento da primeira noite cultural do evento teve a apresentação do grupo de dança do Bolshoi do Brasil.




Os participantes também participaram de oficinas e aprimoraram seus conhecimentos nas áreas que lhes interessavam. Foram oferecidas oficinas de Assessoria de Imprensa; Programação Informativa na Rádio; Culturas Juvenis da Educomunicação; Media Training; Comunicação Católica; Leitura Crítica dos Meios de Comunicação; Fotografia; As Novas Mídias e Uso de Aplicativos na Evangelização.


Fonte: Revista Diocese Informa

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