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31.Jan - Casal de Joinville completa 70 anos de matrimônio
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Oito filhos, 16 netos, 27 bisnetos, 4 tataranetos, e 70 anos de casamento. Esses são os números que Maria Policarpo Júnior, de 85 anos e Bento João Júnior, de 92 anos, colecionam em sua longa vida a dois. O casal morador do bairro Costa e Silva, em Joinvillle, comemora Bodas de Vinho, nesta sexta-feira, dia 31 de janeiro.

Sem festa e nem fotos de recordação, os jovens pobres e moradores do sítio, celebraram a união na Igreja Católica em 1950, em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí. Muito cristã, Maria lembra que o casamento aconteceu no dia de São João Bosco. O aluguel do véu e da grinalda foram pagos com muito esforço.


Sem acesso à educação, Maria nunca foi a escola. Bento até chegou a frequentar um colégio por poucos anos, mas não foi o suficiente para conseguir ser alfabetizado. Desde crianças já sabiam o que era trabalhar. Os filhos já tiveram um destino diferente. O casal se mudou para Joinville quando o primogênito, tinha aproximadamente 7 anos de idade e todos frequentaram a escola, um deles chegou a estudar por dois anos em um seminário, mas descobriu que ser padre não era a sua vocação e hoje construiu a sua família.


Manter os votos do casamento é algo que os filhos têm em comum com os pais. Todos estão casados com seus primeiros cônjuges, e o primeiro filho já se aproxima das Bodas de Ouro. A única filha mulher, seguiu o casamento até a morte do marido.

O casal se mudou para Joinville, porque Bento já tinha irmãos por aqui. Na cidade, Maria sempre foi dona de casa. Seu marido trabalhou nas grandes indústrias. Primeiro moraram em uma casinha de madeira e depois conseguiram construir em alvenaria. No terreno, Maria cuida da sua horta, dos girassóis, das rosas e de várias outras flores que ali enfeitam sua casa. Sua atenção também é dedicada a saúde do esposo que sofreu um derrame há três anos. “Ela para mim é tudo, não me falta nada”, comenta Bento.

Os dois relatam que sempre foram muito pacientes um com o outro e esse mostra ser o principal caminho para o sucesso de um relacionamento. “Toda vida a gente se deu bem”, comenta o marido. “O certo é não brigar. A gente faz um juramento na frente do padre é para cumprir”, fala a esposa. Maria também dá um conselho para os jovens que querem seguir o exemplo dos dois: “a gente não tem que guardar mágoa com algo que acontece”.




Psicóloga comenta que o diálogo é um dos principais pontos para manter a relação forte





De acordo com dados de 2015 do IBGE, os casamentos no âmbito civil no Brasil duram em média 15 anos. Segundo a psicóloga Sarita Cardoso Batista, a falta de clareza no diálogo e a aspereza nas respostas é um dos pontos que prejudicam os relacionamentos. “Às vezes um fica contando uma história na sua cabeça e o outro fica com outro discurso na mente. E na hora da conversa, o diálogo já sai truncado. Ninguém está sendo claro na conversa. ”, comenta profissional. 

Outros aspectos importantes é olhar mais para as qualidades um do outro, saber perdoar, sempre renovar a decisão do sim, e fazer um pouco da vontade do outro. “Entendemos que alguém gosta da gente, quando é capaz de se sacrificar um pouco por nós”, explica a psicóloga dando como exemplo de quando um dos parceiros abre mão da sua noite de sono para poder cuidar do outro que está doente, demonstrando dessa forma, cuidado, preocupação e doação.  É necessário procurar momentos que possam reforçar os laços entre eles dois e também cultivar a espiritualidade para assim manter a firmeza do relacionamento.

Foto: Dimitri Conejo Sanz - Cathopic

Como cada pessoa é diferente, não existe uma fórmula mágica para o relacionamento, mas alguns pontos são necessários cultivar em qualquer matrimônio, como os gestos de carinho, um abraço ou um beijo, por exemplo. “A expressão do afeto é extremamente importante, porque isso dá uma sensação de estar recebendo cuidado”. Ela destaca que cada pessoa tem uma forma de se sentir amado, linguagens diferentes do amor. É necessário conhecer essas maneiras do parceiro para poder oferecer isso a ele. E isso se conhece a partir do diálogo.


A psicóloga fez também uma indicação de livros para os casais que querem entender um pouco mais sobre a durabilidade do matrimônio e conhecer sobre o amor. Confira abaixo:



As cinco linguagens do amor: como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge – Gary Chapman

Em meio as diferentes personalidades do casal, o livro mostra que há cinco formas de alguém se sentir amado. O autor também apresenta um questionário para que o leitor possa descobrir qual é a sua linguagem do amor e compreender a forma da qual o parceiro gosta de se sentir amado.

Lares Luminosos e Alegres – Tomás Melendo

Nesta obra, o autor trata sobre o amor familiar, usando tanto a sua vivência como também se inspira e tem como referência São Josemaría Escrivá, o fundador do Opus Dei, que dizia que todo afeto humano baseado no amor de Deus, é também sobrenatural. O escritor fala sobre a relação do casal entre si e entre os filhos, e a importância do lar como ponto de apoio para todos os membros da família. 

As crises conjugais - Rafael Llano Cifuentes

Neste livro, o bispo titular de Nova Friburgo, destacou que a fidelidade é o único caminho para a felicidade do relacionamento, em meio a cultura do divórcio. As crises no matrimônio devem servir para fortalecer e amadurecer os cônjuges. Na obra, o religioso analisa as causas e identifica os tipos de crise e procura também mostrar um caminho para a solução.

Enchei estes corações - Christopher West

O autor, um grande divulgador da Teologia do Corpo, do Papa João Paulo II, fala na obra sobre o desejo, a aspiração, o anseio que os seres humanos sentem por algo, na alma e no corpo. O livro faz questionar o sentindo da sexualidade na busca por algo que possa preencher os corações. 



Fotógrafo: Eduardo Schmitz

Fonte: Viviane Antunes/ Comunicação

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