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01.Dez - Monsenhor Juca, 50 anos de amor e dedicação à Igreja
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Por Jean Patrick


 


José Chafi Francisco nasceu no dia 23 de agosto de 1937, em Santa Luzia, na época município de Araquari/SC. Filho de Chaffy José Francisco, comerciante e Elza Helena, professora, José foi batizado pelo então   Pe. Sebastião Scarzello e crismado por Dom Pio de Freitas. Ainda pequeno, aos três anos, teve contato com a dor ao perder seu irmão que faleceu com apenas 3 meses e pouco tempo depois seu pai vítima de um homicídio. Quatro anos depois Dona Helena se casou novamente e José Chafi teve uma irmã, Zulma Natalia.                                                                                                   


A devoção do pequeno José Chafi veio com a reza junto de sua mãe. “No quarto dos meus pais havia dois quadros que conservo até hoje, o Senhor Bom Jesus de Iguape e outro do Sagrado Coração de Jesus”, conta. A devoção era tanta que certa vez, em um desses momentos de oração, ele acendeu uma vela que acabou estourando o vidro do quadro. Mas o ritual não deixou de acontecer. “O rosto do Sagrado Coração, tão sereno, como que querendo falar, sempre me atraia e me conduzia, já me modelando para o serviço”, diz. Ver o modo como se portavam o Pe. Bernardo Fuechter e o Pe. Sebastião Scarzello, fez brotar o desejo de também seguir esse caminho.                                                                                                              


Em 1949, José Chafi foi para Joinville/SC estudar trazido por sua tia Herondina. Na cidade morou com muitos familiares até fazer o exame de admissão no ginásio, no Colégio Bom Jesus. Conseguiu graças a sua tia que pegava junto. “Tia Herondina não facilitava em nada os pontos estudados para a prova”, conta. E ele passou. Ainda conseguiu bolsa de estudos para todo o ginásio e curso de Técnico em Contabilidade. “A bolsa foi caridade de Dona Ana Maria Harger”, destaca.   


 


Em Corupá há o Seminário dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. E foi pra lá que a mãe de José Chaffi pensou em leva-lo após observar seu modo de agir em silêncio. Porém, a entrada no Seminário incluía um enxoval para que ele pudesse viver de uma forma confortável no local. Mas estava além do que Dona Helena poderia pagar e também a distância do filho a fizera deixar a ideia de lado. Com o passar do tempo, a vida seguiu e José Chaffi perdeu o contato com aquele mundo que até pouco tempo era o seu dia-a-dia. Foi trabalhando no SESI que o jovem José teve contato novamente com o agora Monsenhor Sebastião Scarzello. Depois disso passou a ajudar nas celebrações de missas e tudo brotou novamente. “As coisas foram se renovando novamente dentro do meu coração diante do bom e santo exemplo  deste sacerdote”, conta.


 


Foi então que Dom Gregório Warmeling abriu no Colégio Santos Anjos um curso para catequistas. José participou e recebeu o certificado em 1960. Foi convidado a ser catequista e foi ao encontro das crianças da Capela Cristo Rei, na Estrada do Sul, Santo Antônio e Morro do Amaral, bairro que ele tinha que ir de canoa. E após esse contato como catequista foi acolhido por Dom Gregório e iniciou o curso de Filosofia em Curitiba, estudando paralelamente o latim.


 


Em 1962, José Chafi e mais quatro vocacionados receberam das mãos do Arcebispo Dom Manuel da Silveira D’Elbou suas batinas. Com a catedral lotada, depois da benção os jovens foram para a sacristia para vestir-se. “Foi muita emoção e saudades de minha mãe que não pode estar presente”, conta. Após essa data tudo mudaria por completo e José Chaffi se colocou a disposição de Deus. “O lema de minha consagração foi ao seu serviço foi o Salmo 36.5 “Entrega a Deus o teu caminho, Nele espera e tudo sairá bem”. José Chaffi foi ordenado com licença especial no 3º ano de Teologia e isso ocorreu por alguns motivos, segundo o próprio Dom Gregório: Centenário da antiga Catedral, Celebração do Ano da Fé e 40 anos da Província Eclesiástica de Santa Catarina, 10 anos de posse de Dom Gregório 100 anos da criação do município de Joinville. Foi aí que foi ordenado Díacono José Chaffi Francisco.


 


No dia 3 de dezembro de 1967, o então diácono José Chafi foi ordenado sacerdote após procissão da creche Conde Modesto Leal até a Matriz Sagrado Coração de Jesus. Havia muitas pessoas na igreja, a mãe de José Chaffi, parentes, professores. “ Após a ordenação abençoei minha mãe, irmã, parentes e o povo em geral. Foi emocionante”, conta. A ordenação aconteceu no Santuário pois era o local que ele frequentava e foi ali também que ele recebeu a 1ª Eucaristia.


 


A vida de sacerdote foi intensa e hoje José Chafi é conhecido por todos como Monsenhor Juca. No próximo domingo, dia 3 de dezembro, Monsenhor Juca completa seu Jubilei de 50 anos de sacerdócio. Durante esses anos foi pároco, vigário paroquial, procurador da Mitra, organizador do arquivo da Cúria, do Museu Diocesano, e nos últimos anos Chanceler da Diocese de Joinville, trabalho burocrático que envolve a elaboração de documentos e relatórios para a Santa Sé e paróquias.


Para celebrar a ocasião haverá um Missa Jubilar no domingo, dia 3, às 10h na Catedral São Francisco Xavier em Joinville/SC. Dom Francisco Carlos Bach será o presidente da celebração e toda a comunidade está convidada.


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