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21.Set - Primeiro dia da Assembleia Diocesana de Pastoral tem palestra sobre como ser igreja em centros urbanos
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Representantes de todas as paróquias, padres, diáconos, coordenadores de pastorais e movimentos e o bispo Dom Francisco Carlos Bach participaram da primeira noite da 44ª Assembleia Diocesana de Pastoral. Além da revisão do que foi debatido no evento do ano anterior, o grupo conheceu sobre a Pastoral Urbana.


A palestra foi conduzida pelo padre Vanio da Silva que é reitor do Seminário teológico de Florianópolis e estudou a maneira como essa pastoral se articula e trabalha durante visitas à Argentina. Foi durante a pesquisa que o padre afirma tem identificado a necessidade de algumas igrejas terem vocações próprias. Foi em Buenos Aires, que o padre conheceu o Centro de Espiritualidade Urbana que fica no Centro da cidade e tem como principal objetivo atender as necessidades espirituais de quem transita e trabalha no micro centro.


“Por lá são quatro áreas prioritárias de atendimento: primeiro o sacramento com foco na eucaristia e na confissão. Depois, o acompanhamento de realidades familiares com orientação para casais em segunda união, atendimento de pessoas que perderam entes queridos, pais que adotaram filhos entre outros. Em terceiro lugar é feito o acompanhamento laboral já que o Centro de espiritualidade Urbana está inserido em local de trabalho de muitas pessoas. E por fim, orientação para um caminho de vida na fé”, contou o sacerdote.


Assim como o padre palestrante, Dom Francisco Carlos Bach, bispo da Diocese de Joinville falou sobre a necessidade da igreja ser uma igreja de acolhida, um dos pedidos do Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Não basta ouvir o Bom Pastor, é necessário integrar-se e fazer parte solidariamente ao rebanho. Nós assumimos a responsabilidade do pastoreio da Diocese de Joinville. A nossa missão é sair a procura das ovelhas que deixaram a igreja”, afirmou o bispo.


Outra analogia feita por padre Vanio foi sobre a igreja de Joinville ser uma “igreja João de Barro”, que não se assusta com os grandes Centros e constrói igreja em todas as comunidades. Assim como o João de Barro ergue a sua casa em locais que pareciam improváveis. O padre ainda questionou: “Como ser igreja hospitaleira sem um lugar para a comunidade se reunir? Não podemos ter medo da cidade”.


A Pastoral Urbana que é muito mais que uma nova pastoral, caracteriza-se por ser um estilo de agir, tem sido discutida principalmente por causa do processo de urbanização das cidades. Em 1970, 70% da população brasileira morava na área rural, trinta anos depois, o número inverteu e 70% vive na cidade. Além de ser uma mudança na maneira de trabalhar, estudar e se relacionar isso reflete diretamente também na maneira como as pessoas escolhem qual igreja frequentar, seja pela proximidade de casa, seja por se identificar com determinada paróquia. Santa Catarina, por exemplo, 84,7 % dos moradores vivem em área urbana. São dez dioceses, porém três delas concentram o maior número de moradores, Joinville, Florianópolis e Blumenau.


Neste sábado (21), as quase 400 lideranças voltam a se reunir na Cúria Diocesana. Será feita uma análise das ações de evangelização que foram desenvolvidas pelas pastorais nos últimos anos e discutidas novas ações de evangelização que podem ser implantadas na diocese.  



 


Fotógrafo: Eduardo Schmitz

Fonte: Tatiana Sabatke / Pascom

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