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Palavra do Bispo
 
03.Mai - A presença de Maria na Igreja
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Não poucas vezes encontramos pessoas com dificuldades em situar corretamente o lugar de Maria, mãe de Jesus e nossa, na vida da Igreja e em suas devoções particulares. Fazem-se as mais diversas perguntas, tais como: Porque na Igreja católica se fala tanto de Maria? Porque há tantas paróquias tendo como padroeira Nossa Senhora sob algum de seus muitos títulos? Porque há pessoas que só rezam para Nossa Senhora e quase se esquecem de Jesus Cristo, o Senhor? Como é possível atribuir a Nossa Senhora o título de Mãe de Deus? Porque se venera tanto a pessoa da Virgem Maria? 


As respostas a estas e a outras tantas questões correlatas exigiriam muitíssimas páginas. Pessoalmente, encontro a resposta fundamental no episódio das Bodas de Caná da Galileia que narra o primeiro milagre de Jesus. Durante uma festa de casamento, no qual estavam presentes Jesus, sua mãe e seus apóstolos, falta vinho. Tal incidente geraria uma vergonha tremenda para os noivos. Diante deste fato, Maria toma duas atitudes fundamentais que mostram o seu papel no plano de Deus: intercede a Jesus para que resolva o problema e diz aos prestadores de serviço: “Fazei tudo o que ele (Jesus) vos disser” (Jo 2,5). 


Esta frase é lapidar e mostra a função de Maria no projeto de Deus. Toda referência e devoção a Maria nos encaminha diretamente para o encontro com Jesus Cristo. Ao olhar para uma imagem da Virgem Maria, mentalmente a imagino com a mão apontando para o seu filho Jesus e dizendo: “Ele é o caminho, a verdade e a vida. Faça tudo o que Ele recomendou no evangelho”. 


Sabemos que há uma ligação única entre mãe e filho, donde, não é possível separar Nossa Senhora de seu Filho Jesus Cristo. Esta é a grande razão pela qual ela ocupa um lugar tão importante na Igreja. Maria é modelo de atenção, de disponibilidade e de amor a Jesus Cristo. Acompanhou o seu Filho até consumar sua obra. Tal fidelidade custou-lhe muito sofrimento. Maria recebeu muito de Deus, mas também soube dar a Ele tudo o que tinha recebido. De nós, ela só quer uma coisa: que nós nos encontremos com seu Filho Jesus, pois Jesus é o único Mediador, Senhor e Salvador.


A narrativa do casamento em Caná da Galileia nos apresenta uma segunda missão maternal de Maria. Ela é intercessora. Todo coração materno, à imagem do Deus amoroso, deseja o melhor para seu filho e, em razão disso, se for necessário, pede, suplica, intercede. No alto da cruz Jesus confiou à Maria a missão da maternidade universal, na pessoa do apóstolo João, com as palavras: “Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19,25). Tal função maternal de Maria, de modo algum obscurece ou diminui a única mediação de Cristo, pelo contrário, manifesta a sua eficácia, porque um só é o mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus (cf. Vaticano II, Lumen Gentium 60). 


A verdadeira devoção a Nossa Senhora consiste em imitar a sua atitude de fé e fidelidade no seguimento de Jesus e seu evangelho. Rezemos à Virgem Maria, com confiança, pedindo que ela interceda junto a Deus para que nos tornemos discípulos missionários de seu filho Jesus. 


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