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Palavra do Bispo
 
15.Set - PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE
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Recordo-me de um presente que recebemos do Papa emérito Bento XVI no dia de 29 de junho de 2009. Mais de oito anos se passaram e seu conteúdo continua atual. Trata-se da carta encíclica “A caridade na verdade”. Entenda-se a palavra “caridade” como “amor” em suas diversas expressões. O amor tem sua origem em Deus, Amor Eterno e Verdade Absoluta. Estar a serviço da verdade é uma forma imprescindível de manifestação do amor.



A Encíclica papal não tem por objetivo oferecer soluções técnicas para os vastos problemas sociais do mundo, já que tal atribuição não compete ao magistério da Igreja católica, mas sim recordar os grandes e indispensáveis princípios para o desenvolvimento e, entre eles, a atenção devida ao ser humano em razão de sua dignidade e vocação. Em outras palavras, o Papa elenca os grandes princípios que se revelam indispensáveis para o verdadeiro desenvolvimento humano, pessoal e global.


Analisando a atual realidade econômica e social, o Santo Padre descortina uma série de problemas que colocam em risco a própria humanidade. Afirma categoricamente que não há humanismo verdadeiro se este não estiver orientado ao Absoluto, razão última do ser humano. Não é possível entender o desenvolvimento da humanidade sem compreender profundamente o ser humano, que é, ao mesmo tempo, seu sujeito e objeto. Ao lado do bem individual, busca-se o bem comum, exigência da justiça e da caridade. Trabalhar pelo bem comum é uma forma concreta de amar, desde que as razões estejam sustentadas na caridade.


O Santo Padre exalta a liberdade praticada com responsabilidade, sublinha a importância do conceito de gratuidade que entende como capacidade de doar-se. A fraternidade, um dos aspectos essenciais do cristianismo, é chamada a fazer-se presente nas novas formas econômicas e redes de solidariedade. A Encíclica busca clarificar a mente dos responsáveis pela sociedade a uma nova visão de economia marcada pela solidariedade e gratuidade, contrapondo ao capitalismo radical que ignora o valor da pessoa humana e fixa-se apenas no lucro obtido.


Recordando princípios sociais pontuados em encíclicas sociais anteriores, afirma que é indispensável refletir sobre o futuro do ser humano a partir de uma nova visão de economia e mostrar que humanismo, desenvolvimento e espiritualidade estão interligados entre si. O crescimento integral do ser humano comporta necessariamente promover o homem todo e todos os homens. No projeto amoroso do Pai, o ser humano, feito para ser feliz, apropria-se da felicidade à medida que desenvolve as várias dimensões do seu ser, ciente de que tal norma é válida para si e para todos os seus semelhantes. O desenvolvimento pessoal exige ações realizadas pelo bem de todos.


 É possível um futuro melhor para todos, mas este pressupõe a redescoberta dos fundamentais valores éticos de responsabilidade diante do Senhor e do ser humano, constituído para ser instrumento de seus dons, para difundir a caridade, ou como diz o Papa, para “tecer redes de caridade”.


A ADIPROS – Associação Diocesana de Promoção Social - nasceu há cinquenta anos exatamente neste contexto apontado pelo Papa. Cada pessoa humana é importante em si mesma e deve ser tratada de acordo com a dignidade que lhe é própria.  Vivenciando seu Jubileu de ouro, a ADIPROS confirma que encontra-se no caminho certo ao plantar, na sua história, sementes de ternura na ação social,  colhendo, com o tempo, rostos felizes de pessoas em paz com Deus, com o próximo e com a sociedade.


 


 


Fonte: Arial

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