PARÓQUIAS
Catedral São Francisco Xavier
 
A Paróquia
Catedral São Francisco Xavier

Duas cúpulas no formato de concha, 12 colunas de sustentação, 20 vitrais que enaltecem o poder de Deus e os ensinamentos da igreja. Esses são apenas alguns elementos que compõem a Catedral Diocesana São Francisco Xavier de Joinville. Em cada metro quadrado, parede ou objeto exposto no interior do templo, um significado do amor a Cristo e da fé de seu povo. Mesmo para os não católicos, a beleza arquitetônica composta nessa obra modernista da década de 1960/70 é digna de admiração.

A idéia da nova catedral foi oficialmente lançada em carta pastoral do dia 29 de junho de 1933. Em 2 de agosto do mesmo ano formou-se a comissão pró-catedral e desenvolveu-se a campanha que prosseguiu por alguns anos , até 1938.

Após a longa espera iniciou-se as ampliações da Igreja existente. Foram construídas as alas laterais, presbitério e sacristia, graças ao trabalho incansável do Pe. Bernardo Fuchter e Pe. Sebastião Scarzello. Estes dois sacerdotes montados em cavalos percorreram toda a Diocese em busca de recursos e conseguiram arrecadar 400 contos, com os quais foi possível construir as duas alas laterais.
Os trabalhos da construção começaram em 25 de fevereiro de 1938 e terminaram no dia 15 de maio de 1939, aumentando a catedral para 660m².

Após a dissolução da maçonaria (do terreno ao lado) em 1941, surge a oportunidade de a catedral adquirir o terreno. O que realmente aconteceu. Porém a dúvida permanecia: Completar a catedral existente ou construir outra maior? Foi então decidido construir uma nova catedral. Em 5 de dezembro de 1943, D. Pio de Freitas benzeu a pedra fundamental.Mas, já no ano seguinte os trabalhos foram paralisados devido à guerra, falta de material, inflação, carência de mão de obra, crises financeiras.

O plano da catedral, em estilo romano, era muito grandioso e infelizmente as fontes de receitas previstas, falharam e, por isso, as obras pararam.

Em 1957, com a vinda de Dom Gregório Warmeling, que substituíra D. Pio que havia renunciado por motivo de doença, a construção da nova catedral tomou um novo rumo. Novos estudos, novas idéias foram retomados, e D. Gregório não queria apenas paredes, mas uma estrutura que fosse uma mensagem teológica. E foi encontrado a “História da Salvação”.

Após um período de estudos e debates, em que as plantas foram expostas nas vitrines de algumas drogarias, foi escolhida pela comissão de arte sacra de Curitiba, a planta da catedral atual.
Em 26 de outubro de 1959, foi assinado o contrato para construção e começaram as obras.

Para cobrir as despesas da mão de obra, a Mitra diocesana negociou com a construtora uma área de 12.000m², localizada nos fundos do colégio Santos Anjos.
Mãos à obra – como foi a luta para a construção

O antigo espaço tinha capacidade para apenas 100 pessoas e ficava pequeno para suportar o número crescente de fiéis. Para os cerca de 40 voluntários que trabalharam na obra, o processo exigiu muita coragem e sacrifício. Equipamentos sofisticados, como a bate-estaca, não existiam naquela época. Todo trabalho foi braçal.

Para sustentar a imensa estrutura do prédio, foram necessários fincar 400 pilares, cada um de 15 a 20 metros de profundidade. A construção das cúpulas no formato de concha foi possível graças a uma floresta de eucaliptos, com mais de 30 metros de altura, que habitava a área. Por meio das árvores foi possível realizar a escultura de cimento.

“O trabalho era muito exaustivo. Cerca de 40 homens se revezavam 24 horas por dia, em três turnos, para dar forma às cúpulas”, lembra Padre Bertino Weber, 70 anos, pároco da catedral, que participou desde o início da construção da igreja. “De minuto em minuto, milhares de vezes por dia, os baldes com cimento subiam e desciam com o auxílio de uma polia (roldana) improvisada. O formato da armação era feito com tábuas, ferro e concreto. O cimento não podia secar para que não houvesse falhas”, explica Monsenhor Bertino Weber.

Como acontece em quase todas as catedrais pelo mundo, em que a conclusão final do projeto original das obras se arrasta por anos, décadas ou até séculos, em Joinville a finalização da obra demorou 45 anos. A construção da nova igreja começou em 1960, inaugurada em 5 de junho de 1977 e só terminou em 24 de dezembro de 2005, quando foi inaugurada uma torre do campanário de 24 metros de altura, previstas desde 1959 na planta do arquiteto curitibano Matié.

“Todos os recursos para obra vieram da comunidade. A arrecadação foi possível com a criação de Bingos, festas populares e doações dos fiéis. Não precisávamos (e realmente não precisamos) e nem queríamos nenhum centavo do governo”, afirma Monsenhor Bertino. Em 1967, toda a armação do prédio já estava concluída, incluindo as duas cúpulas. Para chegar ao formato atual, as obras foram divididas em duas partes. Primeiro foi erguido a concha de cima do altar, que demorou seis meses ininterruptos. Depois de 40 dias, prazo necessário para a estrutura ficar firme, começou a construção do outro lado, levando mais oito meses.

Depois de muito trabalho, que não era perdoado pelos dias de sol quente, chuva, frio ou calor, a nova catedral de Joinville foi inaugurada oficialmente em 1977. Mas muita coisa ainda estava por fazer. Faltava a colocação dos vitrais, o chão era de cimento batido e os acentos eram os mesmos usados pela antiga Catedral.

SENTIDO DA CATEDRAL

A idéia mestra é a História da Salvação, representada ao longo de toda a construção.

1. AS ESCADARIAS. Representam a longa caminhada da humanidade até Cristo: Abraão, Moisés, Davi, Salomão, os 26 profetas. As lâmpadas iluminando as escadarias representam esses nossos predecessores.
2. A PORTA PRINCIPAL. Representa Cristo porque, por Ele, entramos para a vida. É ampla, pois está aberta para todos.
3. A capela do PRESÉPIO, à direita de quem entra, significa: Aqui Deus entrou na história dos homens. Em Belém, Cristo se fez homem.
4. A capela do BATISTÉRIO, à esquerda de quem entra, significa: “Aqui o homem entra na história de Deus. Pelo Batismo somos enxertados em Cristo e incorporados na comunidade eclesial, com direito a participar da Vida da Santíssima Trindade.
5. A NAVE CENTRAL. É ampla para que eu sinta a minha pequenez, a grandeza de Deus e a necessidade de rezar.
6. As 12 COLUNAS. Lembram OS 12 apóstolos e o magistério permanente da igreja.Deus quis precisar dessa colaboração para sempre representar Cristo ao mundo.
7. As DUAS COLUNAS. Encimadas pelo grande aro de 68 m, de vão livre, representam a Bíblia e a Tradição. É a presença de Jesus Cristo.
8. O ALTAR. Lembra :
1º : A família se reúne para comer o pão.
2º: Pela celebração da Eucaristia, lembra a todos que na mesa dos irmãos não pode faltar o pão.
3º A mesa definitiva na casa do Pai, na Eternidade, todos nós nos encontraremos para comer o eterno Pão da vida.
9. As 2 CÚPULAS. Representam as mãos de Deus que dão “cobertura” à ação da igreja: “Estarei convosco até o fim do mundo”.

 
O Padroeiro
O Padroeiro

No dia 7 de Abril de 1506, nasce no Castelo-Solar da família Aguarês y Javier o oitavo filho, a que foi dado o nome de Francisco. Seu pai, nobre conceituado do Reino de Navarra, exercera o cargo de embaixador extraordinário junto do Reis Católicos, Fernando e Isabel.

A sua familia, rica de bens materiais, de títulos honoríficos e com elevada distinção mantinha junto da população uma excelente reputação, graças à sua generosidade e amizade.

Francisco cresceu assim, junto aos Pirinéus, num ambiente de riqueza e de tradição. Desde cedo mostrou uma aguçada inteligência e uma crescente paixão pelo estudo. Aos 7 anos inicia os seus estudos colegiais em Gandia-Espanha, onde lhe é profetizado um futuro glorioso. Aos 14 anos entra no Colégio de Santa Bárbara, de Paris para completar as disciplinas de filosofia, literatura e humanidades. Foi aqui que aprendeu a fundo as línguas francesa, alemã e italiana.

A Universidade de Paris vê entrar o jovem Francisco aos 18 anos. Forma-se, com distinção, em Latim, Filosofia e Humanidades. Após terminar esta formação, atinge a cátedra em Artes de Engenharia. No colégio de Santa Bárbara, firmou uma forte e íntima amizade com o seu colega Inácio, que entretanto seguia uma carreira militar. Inácio abandona o exército em consequência de um grave acidente e junto a Francisco iniciam um conjunto de exercícios espirituais, imaginados pelo primeiro, com vista ao estudo da doutrina cristã e benefício da Humanidade.

Depois de peregrinação pelos Lugares Santos, ingressam no Seminário de Veneza a 15 de Agosto de 1530, com o propósito de fundarem a milícia dos Filhos de Jesus. Em 24 de Junho de 1536, Francisco Xavier é ordenado sacerdote. Mas a doença começa a atormentá-lo. Por várias vezes tem que se manter acamado e a noticia da anexação de Navarra a Castela deixa-o muito abalado.

Em Portugal, D.João III precisa de uma ordem de evangelizadores que, com a cruz na mão, levem a notíca desta nação de bravos e bons homens, aos recém descobertos povos de além-mar. Solicita ao Papa que lhe sejam destinados alguns Padres Jesuítas, atendendo às suas afamadas técnicas de evangelização. Francisco Xavier acaba por ser o escolhido e com entusiasmo inicia a sua missão.

No Oriente percorre Goa e depois as ilhas de Madrasta, Maçacar, Malaca, Molucas, Amboíne e Moro. As condições de vivência são difíceis, mas as feitorias Portuguesas começas a solidificar após a sua passagem. No Japão continua o seu percurso evangelizador e rapidamente entra nas relações das mais importantes familias do Império do Sol Nascente. Fracassa no contacto com o Imperador e com o Shogum, que não aceitam os seus intentos religiosos. Segue-se a Etiópia, onde conquista o Imperador e a Imperatiz, movendo-se com facilidade nos circulos de poder da nação.

Mas se no plano religioso não consegue convencer o Imperador do Japão, no plano político é um hábil negociador, abrindo portas aos acordos comerciais com quase todo o Oriente. Fruto da sua inteligência, profunda cultura e hábil dialética, o navarro Francisco Xavier notabilizou-se pelo papel de embaixador de Portugal junto de diversas comunidades e nações.

Mas a India era a sua paixão. Doente e cansado retorna a Goa a 6 de Maio de 1551, com 44 anos de idade. É recebido com alegria pela comunidade local, com faustos festejos pela nobreza local. Dedica os seus últimos tempos de vida ao trabalho no campo humanístico e cultural. As febres infecciosas atacam-no. Visita a Missão de Sancião a 1 de Dezembro de 1552. Está exausto e, algumas horas depois morre, na madrugada de 3 de Dezembro de 1552, numa humilde esteira de vimes abraçado ao crucifixo que o velho amigo Inácio, um dia, lhe tinha oferecido.

Mas há obras que não morrem. Nem os seus obreiros. A 25 de Outubro de 1605, o papa Paulo V beatifica o Padre Francisco Xavier que passa a São Francisco Xavier em 12 de Março de 1622, canonizado pelo papa Gregório XV.

 

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