PARÓQUIAS
Paróquia São Sebastião | Jaraguá do Sul
 
A Paróquia
Paróquia São Sebastião | Jaraguá do Sul

A Paróquia São Sebastião de Jaraguá do Sul foi criada por decreto de Dom João Becker, Bispo Diocesano de Florianópolis, no dia 31 de julho de 1912. Desde a fundação do município formou-se uma pequena comunidade católica, ligada a Paróquia de Joinville.

No início os padres Franciscanos davam assistência religiosa à comunidade, mais tarde assumindo os padres de Joinville. A primeira capela surgiu na Barra do Rio Cerro que funcionava como escola, pelos fins do século passado. Há registros da existência de algumas capelas antes do ano 1900, sendo: Santo Estevão, Santíssima Trindade, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora do Rosário (duas com este titular: uma no Molha e outro em Nereu Ramos).
Em 1910, Pe. Ernesto Schultz, coadjutor da Paróquia de Joinville, veio para Jaraguá com a missão de preparar aqui a criação da Paróquia. Foi o primeiro padre estável. Em 1911, por indicação do pároco de Joinville, Pe. José Sundrupp,foi que o então bispo diocesano, Dom João Becker, decidiu pela criação da Paróquia.

Como não houvesse clero secular para assumir a nova paróquia, o Bispo recorreu à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, recentemente estabelecida no Brasil (1903), que assumiu a direção desta nova paróquia.
“A primeiro de outubro de 1911, os padres Henrique Mel ler e Pedro Franken, devidamente autorizados pelo Senhor Bispo diocesano tomara posse da administração eclesiástica do distrito de Jaraguá, que brevemente será erigida em paróquia, sob o título de Santa Emília”.(Esta anotação consta da “Resenha Eclesiástica”, órgão oficial da Diocese de Florianópolis, outubro de 1911, ano 1, n º 1, pág. 128).
Enquanto a comunidade evangélica já tinha sua paróquia, com templo, escola e pastor, os católicos não tinham ainda nem capela. Ao chegarem a Jaraguá os dois padres da Congregação se instalaram numa pensão. Celebravam a missa em casa particular. No mesmo ano alugaram duas casas vizinhas à pensão. Numa delas instalaram modesta biblioteca, duas camas e uma mesa simples com algumas cadeiras. A outra servia de cozinha, matriz e escola. Aos domingos tiravam-se os bancos escolares e realizavam-se as celebrações.
Foi com a ajuda do advogado e promotor em Joinville César Pereira de Souza, que a construção começou a se tornar possível. Ele integrou a comissão de construção da Igreja, fez contatos, inclusive com o Bispo. Sua mãe Emília Pereira de Souza foi a primeira doadora em dinheiro para a Igreja. Ela ainda providenciou a planta de construção, enviada de Paris, onde residia.
Constituída assim a comissão de construção, tendo representantes de todas as regiões da paróquia. São os seguintes: Dr. Francisco Tavares Sobrinho, Venâncio da Silva Porto, Angelo Rubini – Rio Cerro, Henrique Piazera – Rio Cerro, Franz Fischer – Alto Jaraguá, Geor Wolf – Garibaldi, Ernesto Rücker – Hansa, Luiz Silva – Estrada Itapocu, Seraphim José dos Santos – Bananal, João Doubrawa – Itapocuzinho.

Em 21 de outubro de 1910, Pe. Ernesto Schultz, encarregado do Distrito de Jaraguá, escreveu um relatório ao bispo relatando as capelas existentes. E em 31 de julho de 1912, foi criada a Paróquia de Jaraguá tendo como primeiro pároco, o Pe. Henrique Meller SCJ, auxiliado pelo Pe. Pedro Franken SCJ.
O movimento religioso cresceu rápido e em pouco tempo a paróquia tinha 12 capelas espalhadas no interior da colônia. Compunham o território da Paróquia as regiões de Corupá, Schoroeder, Guaramirim e Jaraguá. A primeira preocupação do Pe. Franken foi à construção de uma Matriz. Depois de muito sacrifício, com participação dos próprios padres como operários, surgia a Matriz de Jaraguá do Sul, inaugurada dia 3 de janeiro de 1917.
O padre Franken comandou também a construção de uma escola paroquial. Acreditava que a escola era o prolongamento da família, por sua vez o ambiente propício para se lançar as bases de uma paróquia bem constituída. A princípio as aulas eram ministradas pelos padres, que logo pelo excesso de trabalho procuraram professores. Conseguindo a vinda, em 1919, das Irmãs da Divina Providência, que assumiram a escola, onde hoje se encontra o Colégio São Luis, dos Irmãos Maristas.
Em 1940, o pároco Pe. Alberto Jacobs fez convite aos Irmãos Maristas para que assumissem o Colégio São Luís. As irmãs passaram para as novas dependências, onde hoje está o Colégio Divina Providência.
E foi no dia 16 de julho de 1926, por proposição declarada e constituída a “São Sebastião” a Paróquia de Jaraguá do Sul. A primeira Igreja Matriz foi construída no morro onde hoje se encontram os pavilhões de festas. Esta antiga Igreja em estilo gótico, foi demolida em 1957. Hoje a Matriz São Sebastião possui um majestoso templo, cuja estrutura iniciou em 1958, tendo como pároco Pe. Donato Wiemes, e foi inaugurada em 1962.

 
O Padroeiro
O Padroeiro

A reprodução do martírio de São Sebastião, amarrado a uma árvore e atravessado por flechas é uma imagem milhares de vezes retratada em quadros, pinturas e esculturas, por artistas de todos os tempos. Entretanto, nem todos sabem que o destemido Santo não morreu daquela maneira. O suplício das flechas não lhe tirou a vida, resguardada pela fé em Cristo. Vejamos como tudo aconteceu.

Sebastião nasceu em Narbônia, na Gália, atual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, de acordo com os registros de Santo Ambrósio. Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo dos cristãos.

Ele fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele. Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve então, que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.

O imperador da época era ninguém menos que o sanguinário Diocleciano, que lhe dispensara admiração e confiara nele, esperando vê-lo em destacada posição no seu exército, numa brilhante carreira e por isso considerou-se traído. Levado à sua presença, Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.

Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado.

Depois, cumprindo o que lhe vinha da alma, ele mesmo se apresentou àquele imperador anunciando o poder de Nosso Senhor Jesus Cristo e censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condena-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288.

Os algozes cumpriram a ordem e, para evitar a sua veneração, foi jogado numa fossa, de onde a piedosa cristã Santa Luciana o tirou, para sepulta-lo junto de São Pedro e São Paulo. Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião em Roma a peste vitimava muita gente, mas a terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação. Em outras ocasiões foi constatado o mesmo fato; em 1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ambas ficando livres da peste pela intercessão do glorioso mártir São Sebastião

No Brasil, diz a tradição, que no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, quando São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas.

Ele é o protetor da Humanidade, contra a fome, a peste e a guerra e é claro do cartão postal do Brasil, a cidade maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro.

 

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