PARÓQUIAS
Sagrado Coração de Jesus | Massaranduba
 
A Paróquia
Sagrado Coração de Jesus | Massaranduba

* Os registros históricos foram tirados do livro “Uma História Centenária”, de Pe. Antônio Francisco Bohn.

O povoamento da cidade de Massaranduba/SC iniciou por volta de 1885, com alemães vindos da colônia de Blumenau/SC. Depois vieram poloneses e italianos. Os atos religiosos foram feitos inicialmente na casa de Wladimir Jaroczeski. No final de 1893, uma capelinha foi construída no bairro Guarani-mirim. Neste tempo o atendimento era realizado pelos Franciscanos vindos de Blumenau. Os frades compraram um terreno para a construção da Matriz, com ajuda das famílias da localidade.

No dia 15 de setembro de 1911 a paróquia foi criada. Padre Joaquim Goral, religioso lazarista, foi nomeado como cura de Massaranduba e Pe. João Zygmunt, da mesma congregação como seu coadjuntor. Ao que tudo indica, os religiosos lazaristas foram muito dedicados ao atendimento religioso. Um dos eventos mais importantes promovidos por eles foram as missões populares. A denominação oficial dos padres lazaristas ou vicentinos era de religiosos da congregação de Missão (CM), pois atividade de missões populares era uma característica especifica deles. Em 1921 os lazaristas poloneses deixam o curato de Massaranduba. O principal motivo pela renúncia do curato foi por divergências com a Cúria Diocesana. A partir de 1921, Pe. Goral transferiu-se para Curitiba/PR, e por solicitação do bispo diocesano, os salesianos, já estabelecidos em Luís Alves/SC, passaram a dar atendimento religioso para a população de Massaranduba.

A presença Salesiana desde 1920

Após os lazaristas deixarem Massaranduba, em 1920, os Salesianos de Dom Bosco passaram a atender a comunidade. Em 1921 os salesianos, que pertenciam à paróquia de Luís Alves, iniciaram a assistência ao curato da cidade por meio da solicitação do bispo Dom Joaquim Domingues de Oliveira. Os primeiros párocos salesianos da de Massaranduba foram: Hugo Maria Simon, Paulo Hesse, Stanislao Banisz e Félix Rokicki. Em janeiro de 1929 Dom Pio de Freitas Silveira foi nomeado primeiro bispo de Joinville. Com a criação da diocese, a paróquia de Massaranduba passou fazer parte desta. Os salesianos estão presentes até hoje na paróquia e desenvolvem seus trabalhos nas atividades pastorais, no catecismo, nos sacramentos e também no atendimento aos doentes.

O Padroeiro

A idade média foi um tempo onde foi muito desenvolvido a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Muitos religiosos aprofundaram o mistério do Coração de Jesus, entre eles estava o devoto São Domingos Sávio, adolescente do Oratório de São João Bosco. Essa mesma devoção era muito difundida entre os imigrantes poloneses. Nos registros consta uma celebração na capela do Sagrado Coração de Jesus, no Guarani-mirim, com data de 1º de janeiro de 1905. Já estava escolhido o padroeiro da comunidade que mais tarde viria a ser paróquia.

A paróquia hoje

Atualmente a paróquia conta com 25 comunidades bastante ativas e participativas. Possui 25 conselhos de pastoral, 120 ministros da palavra e da eucaristia, 110 catequistas com formação mensal e regular, 45 Grupos Bíblicos de Reflexão, 30 grupos de Casais Encontristas (ECC), ao todo são 280 casais, movimento Emaús, catequese, Apostolado da Oração, coroinhas e Associação de Maria Auxiliadora (ADMA). Segundo o padre Sandro Poffo, a catequese é bem estruturada na paróquia, pois como a região é bem povoada por famílias tradicionais todas valorizam muito a identidade cristã. “As famílias ainda nutrem a necessidade do Sacramento do Batismo, da Primeira Eucaristia, do Crisma e o Sacramento da Reconciliação, que durante a Quaresma é vivido muito intensamente”, conta. Outro ponto que padre Sandro destaca é a formação continuada dos diversos grupos da paróquia. “Para a catequese funcionar bem ela precisa de formação e acompanhamento, então, a decisão da paróquia foi oportunizar mensalmente formação para os catequistas, eles sempre participam em bom número”.

O grupo do ECC também recebe acompanhamento assim como o GBR e os ministros. Toda a última quarta-feira do mês eles tem um espaço para a formação. Estudam textos, as palavras do papa, documento 100 da CNBB, além do encaminhamento do calendário paroquial.

As missas e as celebrações são algo muito importante na paróquia. Padre Sandro, que está há um ano e meio na paróquia, diz que as celebrações sempre devem ser festivas. “Celebrações que incorporem a fé e a vida, celebrar a família, a escola, a safra, a vida, a empresa, a sociedade, sempre ligados no que está ocorrendo no mundo. Antes da benção final, rezar um Salve Rainha, um Pai Nosso, uma Ave Maria para celebrar aquele evento”.

A Festa do Padroeiro

No mês de junho, sempre na primeira semana, ocorre a festa do Padroeiro. A festa geralmente é antecipada pelo tríduo, tem novenas, carreata com o padroeiro pela cidade, benção dos carros, queima de fogos, essa é a primeira noite da festa. Na segunda noite o Apostolado da Oração traz suas bandeiras, os santos padroeiros das outras comunidades e no final tem a típica comida polonesa. A terceira noite é dedicada à família e no domingo há a missa e depois as festividades de encerramento.

 
O Padroeiro
O Padroeiro

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

O Coração de Jesus é o foco do amor. A devoção ao Sagrado Coração é a devoção que vem do amor como princípio, que se dirige ao amor como fim, que emprega o amor como meio. Celebrando este grande Amor de Deus por nós, somos convidados a renovar nossa devoção a Jesus, manifestado concretamente na vivência deste amor na família, na partilha do pão, na alegria de celebrar em comunidade a Eucaristia, Vida de Jesus entregue por nós.

Origem da Devoção

A devoção ao Sagrado Coração tem sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus. Este amor chega a seu ponto alto com a vinda de Jesus.

Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.

Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30).

Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.

A devoção ao Sagrado Coração aparece em dois acontecimentos fortes do evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um temos o consolo pela dor da véspera de sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

Estes dois exemplos do evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus feito a Santa Margarida Maria Alacoque: “Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças… Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. E prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”

O papa João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e a incentivava a todos que desejassem crescer na amizade com Jesus.

 

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