PARÓQUIAS
Santuário Nossa Senhora da Graça | São Francisco do Sul
 
A Paróquia
Santuário Nossa Senhora da Graça | São Francisco do Sul

Localizada as margens da Baía da Babitonga, a cidade de São Francisco do Sul/SC possui muitas riquezas históricas. Uma delas é o Santuário Nossa Senhora da Graça, que fica no centro da cidade. A vida da paróquia começou no ano de 1553 quando o bergantim espanhol La Concepicion navegava rumo ao Rio da Prata e foi surpreendido por uma forte tempestade que ameaçava a segurança de todos a bordo. No desespero ajoelharam-se diante da imagem que traziam no navio, clamando por misericórdia. Prometeram então que, se sobrevivessem, construiriam na primeira terra que pisassem uma capela para Nossa Senhora da Graça. Quando a tempestade acalmou, depois de alguns dias, La Concepicion chegou a São Francisco do Sul/SC, imediatamente os espanhóis construíram a então Capela para Nossa Senhora da Graça, e permaneceram na cidade até 1555.



Hoje, passados 461 anos desde o acontecido, a imagem de Nossa Senhora ainda permanece na paróquia ocupando um lugar de destaque no altar. Segundo o museólogo e diretor do Museu de Arte Sacra, Giovanni Lemos, no ano de 1658 Manuel Lourenço de Andrade, da capitania de São Vicente, trouxe para a cidade sua família além de um grande número de escravos e agregados, povoando a região. “Chegando aqui ele também se deparou com o culto a Nossa Senhora da Graça. Como a capela era pequena ele resolveu fazer uma ampliação desta que ficou pronta no ano de 1665, mesmo ano em que se tornou paróquia e também da morte de Manuel”, conta Giovanni.

Com o passar dos anos muitas mudanças foram feitas na igreja, a atual construção começou no ano de 1783 e terminou em 1789 e substituiu a antiga construção de 1665. O vigário da época, Pe. Manoel de Nazareth, contratou o mestre pedreiro Caetano Gomes da Costa que juntamente com os escravos, milicianos e o povo construíram o templo à base de pedras, argamassa de barro, areia, cal de conchas e óleo de baleia.

Construída originalmente em estilo veneziano com apenas uma torre, a igreja Matriz Nossa Senhora da Graça sofreu as diversas modificações que a descaracterizaram. No ano de 1926 uma grande reforma foi feita na fachada colocando novas janelas e afrescos. Já em 1950 foi erguida a segunda torre do lado esquerdo. Atualmente a paróquia se divide em 18 comunidades, com missas todos os finais de semana na Matriz.



Pastorais e Movimentos

As pastorais mais atuantes da paróquia são: a Pastoral da Juventude, os Grupos Bíblicos de Reflexão, Movimento Emaus, JUFRA, Apostolado da Oração, os Marianos, Renovação Carismática Católica, Infância Missionária, Terço dos Homens, Pastoral Carcerária e Pastoral da Consolação.

Segundo a coordenadora dos Grupos Bíblicos de Reflexão, Neusa Ferreira da Rosa, os grupos são divididos por setor e cada um engloba mais de uma rua. Atualmente os grupos estão presentes em todas as comunidades e os encontros ocorrem nas terças feiras. “Como o GBR é prioridade da diocese, conseguimos um maior engajamento das lideranças que se tornaram mais participativas. Ainda não chegamos aos cem por cento, mas já realizamos uma boa caminhada”, diz. Neusa assumiu a coordenação dos grupos há dois anos e também destaca o quanto isso ajudou na sua vida. “Pessoalmente, apesar da responsabilidade, aumentou muito minha espiritualidade e minha vontade de estar trabalhando e ser útil no reino de Deus, para que eu possa evangelizar”, afirma.

O grupo de jovens também ganha destaque. Para o coordenador da juventude, Thyego Carvalho de Oliveira, trabalhar com os jovens não é tarefa fácil, principalmente na atualidade, onde a Igreja tem o desafio de competir com as coisas oferecidas pelo mundo. Ele também fala que os grupos das comunidades/paróquia estão promovendo celebrações especiais: cada final de semana uma comunidade recebe a celebração organizada pelos jovens. “É muito gratificante trabalhar com a juventude, nós temos uma resposta imediata daqueles que tem o encontro pessoal com Jesus, assim como tive um dia, por isso eu me entrego inteiramente a esse projeto”, diz.



Altar-Mor

O atual altar-mor foi inaugurado no dia 1º de maio de 1949. Segundo Giovanni, na época Jandira Faria se baseou em um altar existente na Alemanha. O altar é todo decorado com figuras de gesso, cada uma com seu significado. “O atual altar é estilo neoclássico, mas possui umas nuances do barroco como, por exemplo, as colunas da igreja”, explica Giovanni. Atrás do altar-mor no presbitério está sepultado o corpo do Pe. Antônio Nóbrega, pároco de São Francisco do Sul até 1915.



A Festa da Padroeira

Já são 349 anos que a festa da padroeira é realizada. Com novenas, missas, procissão luminosa, procissão marítima, procissão dos carros. Em época de festa a imagem de Nossa Senhora da Graça sai pela cidade juntamente com o padre, abençoando as casas e os fiéis. Ao todo são dez dias de festa.



Museu de Arte Sacra

O Museu Diocesano de Arte Sacra Pe. Antônio Nóbrega foi inaugurado no dia 10 maio de 2013 e possui um acervo de 800 peças catalogado pelo museólogo Giovanni Lemos. Dessas peças várias estão expostas para a visitação. O local é dividido em duas salas. “Na primeira temos as missas e na outra, imagens e procissão”, explica Giovanni. O acervo também é composto por vestimentas litúrgicas, prataria, objeto de cultos, livros, resplendores, adornos que são colocados em Nossa Senhora da Graça, relicários, entre tantas outras. Outra coisa que pode ser encontrada no museu é uma pintura do final do século XIX, que ficou “perdida” em uma das paredes do museu.



Museu Diocesano de Arte Sacra Padre Antônio Nóbrega

A visitação é de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30.

Sábados, domingos e feriados das 12h às 18h.

 
O Padroeiro
O Padroeiro

Conta a história que a imagem de Nossa Senhora da Graça chegou a São Francisco do Sul em 1553, um bergantim espanhol, que se dirigia ao Rio da Prata, foi surpreendido em alto mar por uma forte tempestade que ameaçava a segurança da embarcação, a vida das famílias a bordo e dos marinheiros. Estes, no auge do desespero, ajoelharam-se perante a imagem que traziam no navio, clamando a Deus por misericórdia. Prometeram então construir, na primeira terra em que pisassem uma capela dedicada à Santíssima Virgem. Era noite. A tempestade amainou e, dias depois, o barco chegou a São Francisco do Sul. Aqui a comitiva permaneceu até 1555 e deixou construída a capela com a Imagem, venerada no grandioso templo até os dias de hoje.

 

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